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Devido a essa inter-relação, o equilíbrio de cada um dos "5 elementos" depende do equilíbrio das outras funções que, entretanto, podem entrar em desequilíbrio se sofrerem agressões que acarretem na desarmonia do Yin e do Yang. Segundo a M.T.C., "não existe doença, mas sim, doentes", "a doença não é a invasão, é a fraqueza que leva à invasão" e "todas as doenças vêm da energia". Ora, isso demonstra a integração entre todos os sistemas que, portanto, não devem ser considerados isoladamente. Esses ensinamentos são avaliados em 10.000 anos de evolução da M.T.C., portanto, devem ser estudados e respeitados. Já que existe uma força de coesão e de inter-relação entre as coisas e os seres, as plantas também podem entrar em desequilíbrio se sofrerem, por exemplo, perturbações climáticas, excessos de agrotóxicos, contato com produtos químicos, traumatismos com rompimento parcial ou total da área afetada, adubação incorreta, plantio e colheita fora da época, queimadas etc. No caso das perturbações climáticas, alguns fatores devem ser levados em consideração, tais como as características Yin e Yang existentes em cada estação do ano, bem como a ação das respectivas "energias" correspondentes.
Segundo a teoria do Yin Yang, não é difícil compreender o equilíbrio da polaridade nas estações do ano. O calor e o verão são aspectos Yang enquanto o frio e o inverno são aspectos Yin. Ora, na Natureza o crescimento da energia Yang começa quando a energia Yin está no seu mínimo, ou seja, no equinócio da primavera. Por outro lado, a energia Yin só começa a crescer quando a Yang estiver mínima, ou seja, no equinócio de outono. Os solstícios de verão e inverno representam, respectivamente, o pico máximo atingido pelas energias Yang e Yin na Natureza. Em outras palavras, a energia Yang começa a crescer no equinócio da primavera, atinge o seu pico máximo de crescimento no solstício de verão, inicia o seu decrescimento e atinge o seu pico mínimo de intensidade no equinócio de outono; a energia Yin começa o seu crescimento no equinócio de outono, atinge o seu máximo no solstício de inverno, começa a decrescer e atinge o seu grau mínimo de intensidade no equinócio da primavera, onde começa, novamente, o crescimento da energia Yang. No caso das energias referentes a cada estação do ano e, portanto, a cada um dos "5 elementos", se elas apresentarem-se em excesso durante a sua estação correspondente, bem como em qualquer outra, passam a ser prejudicial. Assim, as energias vento, calor, umidade, secura e frio podem causar desequilíbrios, respectivamente, durante as estações primavera, verão, 5a estação, outono e inverno. Por outro lado, bastante frio na primavera, ou muito vento no verão, ou ainda, muita chuva no outono, são alguns exemplos da predominância de energias fora da estação correspondente, que também podem ocasionar sérios desequilíbrios. Dentre as várias correspondências para a 5a estação, devemos ressaltar cada curto período de tempo existente entre a mudança das estações, em torno de 16 a 19 dias. Teríamos, portanto, a repetição da 5a estação quatro vezes ao ano. Com isso, concluímos que se as plantas permanecerem em condições ideais de crescimento, elas não entrarão em desequilíbrio e não precisarão de nenhum tratamento. Entretanto, vivemos num mundo bastante conturbado, que também acaba levando os seres humanos e/ou animais a vários desequilíbrios, inclusive com sérias complicações. No próximo artigo, finalizaremos este assunto.
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