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Gladíolo

Uma espada de flores no seu jardim!


 

Por: Rose Aielo Blanco

 

Na música Whatever Gets You Thru The Night , John Lennon diz “Você não precisa de uma espada para cortar flores (Don't need a sword to cut through flowers)” . De fato, não seria preciso nem mesmo de uma espada de flores – se ela existisse... Bem, mas eu diria que existe, sim, uma espécie que poderíamos chamar de “espada de flores” e você provavelmente já a viu um dia. Ela é conhecida popularmente como palma-de-santa-rita mas, seu nome científico é Gladiolus L.. 


A referência não é mera coincidência: o nome Gladíolo seria o diminutivo da palavra latina “gladius”, que significa "espada ou lança" e foi atribuído a esta planta justamente em razão de seu formato: uma combinação de folhas lanceoladas e uma inflorescência em espiga onde ficam dispostas as flores. O conjunto remete à imagem de uma pequena lança ou espada semelhante às dos gladiadores.


Aliás, algumas referências citam que gladíolos eram entregues como prêmios aos gladiadores vencedores nas batalhas e, por essa razão, acabou se tornando um símbolo de vitória.


Da família das Iridáceas, o gladíolo pertence ao gênero Gladiolus que reúne cerca de 260 espécies, sendo a maioria nativa da África do Sul. Hoje, espalhadas pelo mundo e originadas de vários cruzamentos, encontramos espécies bem pequenas e também enormes espigas de flores, de grande valor ornamental, disponíveis no comércio.
A variedade de cores também é surpreendente: vão do branco puro ao roxo-escuro, passando por vários tons de rosa, vermelho, amarelo, laranja, verde e lilás. Um catálogo de cores pra ninguém botar defeito.


Os gladíolos são plantas de grande valor comercial não só por suas características ornamentais, mas também pela durabilidade e resistência. Todas essas qualidades são bem exploradas pelo segmento de decoração floral, mas você pode ter essa bela “espada de flores” em sua casa – basta cultivar gladíolos no jardim ou mesmo em vasos.

 

Cultivo
O cultivo do gladíolo se dá por meio do chamado “cormo” – uma estrutura subterrânea semelhante ao bulbo, onde ficam armazenadas as reservas para o desenvolvimento da planta.


Antes de iniciar o plantio, determine o local onde a planta será cultivada, lembrando que deve ser ensolarado e arejado. Tanto para o cultivo em jardins ou canteiros como em vasos grandes, o solo deve ser fértil, de preferência adubado com um composto orgânico. Para estimular a floração, recomenda-se que esta adubação seja repetida quando a planta atingir cerca de 20 a 25 cm de altura.


No momento do plantio, os cormos (bulbos) devem ser plantados a uma profundidade de mais ou menos 6 cm – com a parte do broto para cima, mantendo uma distância mínima de 10 cm entre eles. No início do cultivo as regas devem ser bem controladas, para evitar o apodrecimento dos cormos, especialmente se o local for chuvoso.
O tempo médio normal entre o plantio e a floração é de 90 dias, porém, em algumas regiões este período pode ser encurtado, dependendo das condições climáticas da região e dos tratamentos culturais.


Para reproduzir os gladíolos é só destacar cuidadosamente os bulbilhos que surgem à volta do cormo principal. Este procedimento pode ser feito no outono.

 

Curiosidades:
* O gladíolo é uma planta de grande valor comercial e é responsável por movimentar uma boa parcela do mercado de produção e comercialização de flores e plantas ornamentais no Brasil, no entanto, duas datas no ano são responsáveis por gerar os maiores picos de vendas desta espécie, são elas o Dia de Finados e a Festa de Iemanjá.


* As palmas-de-santa-rita ou gladíolos sempre tiveram seu simbolismo ligado à força e energia. São flores citadas, inclusive, no famoso conto “O Jardineiro Timóteo”, no qual Monteiro Lobato descreve, entre outros detalhes, como o jardineiro marca momentos e situações da vida com o plantio de flores:

 

“... Havia também dois canteiros em forma de coração, um “de Sinhazinha” e o outro reservado para o “Sinhô moço”, com o qual ela viesse a casar-se. O dela era o mais alegre de todos: “livro aberto, símbolo vivo, crônica vegetal, dizia pela boca das flores toda a sua vidinha de moça”; primeiro “flores alegres de criança – esporinhas, bocas-de-leão, ‘borboletas”; em seguida, “flores amáveis da adolescência – amores-perfeitos, damas-entre-verdes, beijos-de-frade, escovinhas, miosótis”; até brotar nele a primeira “planta séria”, o pé de flor-de-noiva que marcou o dia em que foi pedida em casamento; “os primeiros tufos de violeta” Timóteo plantou “quando lhe nasceu, entre dores, o primeiro filho”; “e no dia em que lhe morreu esse malogrado botãozinho de carne rósea, o jardineiro, em lágrimas, fincou na terra os primeiros goivos e as primeiras saudades”. O canteiro do Sinhô-moço, ao contrário, “revelava intenções simbólicas de energia”: “cravos vermelhos”, “roseiras fortes”, “ouriçadas de espinhos”, “palmas de Santa Rita, de folhas laminadas”, “junquilhos nervosos”...”

 

 

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