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Conheça o Chá Orgânico Limon e Ginger à venda na Loja do Jardim - Clique aqui Limão: a cura azedinha Por: Rose Aielo Blanco* No Brasil, o limão tornou-se muito popular no período Esta fruta frequenta praticamente todas as cozinhas. É útil para tantas coisas, que fica difícil citá-las. Além disso, é a fruta mais conhecida no mundo. Se você pensou no limão, acertou! Há quem diga, no entanto, que os antigos romanos conheciam muito bem esta fruta e já a utilizavam como remédio. O famoso naturalista Plínio registrou seu uso contra náuseas e perdas de sangue na gravidez. Em muitos registros, verifica-se que foi o limão a fruta utilizada nos navios ingleses em 1742 para combater uma terrível doença que atacava os marinheiros: o escorbuto. A doença é desencadeada pela carência de vitamina C (ou ácido ascórbico) no organismo e era bem comum entre os marinheiros, que passavam meses em alto mar sem ingerir frutas e verduras frescas. Estes alimentos – excelentes fontes de vitamina C – por serem muito perecíveis, não faziam parte do estoque das embarcações. O resultado é que os marinheiros eram afetados pelo escorbuto e muitos deles acabavam morrendo. No Brasil, o limão tornou-se muito popular no período em que o país foi atingido pela Gripe Espanhola, em 1918. Causada pelo vírus Influenza H1N1, a Gripe Espanhola foi uma pandemia que provocou a morte de 50 milhões de pessoas no mundo. Para se ter uma idéia do estrago que causou no período de 1918 a 1919, o número de vítimas equivale a mais que o dobro de mortos nos 4 anos da 1ª Guerra Mundial. Aqui no Brasil, o limão era usado como um recurso natural para combater essa gripe, sendo que naquela época, ele atingiu preços muito elevados, chegando a ser vendido por 10 a 20 mil réis a unidade! Num artigo publicado em julho de 2007, na Histórica – Revista do Arquivo do Estado de São Paulo – Leandro Carvalho Damacena Neto destaca: “Na memória dos contemporâneos da epidemia de influenza espanhola, obtemos informações mais precisas sobre os remédios populares. A partir daí percebemos a grande ascensão que teve a medicina popular naquele ano para o tratamento da doença de gripe: - Foi uma gripe tão agressiva que já não davam conta de fazer remédios. Só limão. Numa certa hora acabaram também os limões em São Paulo. Eu comia pouco, só tomava água com limão. (BOSI apud BERTOLLI FILHO: 1986, p. 159 ) A utilização de produtos naturais pelos enfermos se tornou uma crença na cura da doença, grande parte da população tinha em produtos como o limão, o alho, o quinino, e o sal, a única esperança para curar e prevenir a gripe espanhola”. O limão era usado até mesmo com a aguardente como medicamento preventivo da moléstia: ”O botequim da rua do Thesouro e a Casa Pomona, no Largo da Sé, passam os dias repletos. Estranhando esse fato, procuramos saber a sua causa. Entramos no Pomona, dispostos a dar dois dedos de prosa com qualquer dos garçons. Não foi necessário. Um apreciador da branquinha, que entoava desafinadamente a “Pinga com Limão, Cura a urucubaca”, forneceu-nos indiretamente a explicação que buscávamos. Pinga com limão, si cura a urucubaca, também pode curar a influenza”. Naquela época, junto com o limão, outros produtos como canela, folhas de eucalipto, alho e cebola foram amplamente empregados. Alguns deles chegaram inclusive a ser industrializados. “Singular entre os vegetais utilizados pela população brasileira nos mais variados períodos era o limão, sorvido puro ou com sal ou tomado em gotas misturadas na água, a fruta era destaque entre os remédios populares, mas também freqüentava os livros de medicina como ácido cítrico. O limão estava, de uma forma ou de outra, incorporado aos dois universos de cura. O Dicionário de Medicina Popular, de Chernoviz, por exemplo, enumerava as virtudes do “limão azedo”: descrito como uma fruta empregada na medicina e na arte culinária, de cuja casca podia ser feito um chá usado durante várias enfermidades para provocar a transpiração. (1851. v.2, p.477) O Formulário e Guia Médico do mesmo Chernoviz que, segundo seu autor, era indicado para médicos, ao descrever o ácido cítrico informava: “Existe no limão, laranja e muitas outras frutas azedas. (...) Emprega-se em lugar de sumo de limão para a preparação das limonadas, atua então como temperante.” Panacéia azedinha O limão tem um sabor azedinho, bem característico, pois é rico em ácido cítrico, considerado ótimo auxiliar no combate a gripes e resfriados e que também ajuda a regularizar as taxas de colesterol. Além disso, o limão é excelente fonte de vitamina C, muito importante para combater as infecções, pois aumenta a resistência do organismo. Contém ainda vitamina A e vitaminas do complexo B, além de sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro. Na fitoterapia o limão é utilizado como coadjuvante no tratamento de reumatismo, infecções, gripes, dores de garganta, ácido úrico, problemas digestivos, aftas e afecções da bexiga e dos rins. O suco de limão é um ótimo tônico e bactericida, além de elhorar o aproveitamento do cálcio pelo organismo. Tanto na fitoterapia como na medicina popular, as propriedades do limão são valorizadas: acredita-se que o limão age no organismo exercendo uma ação purificadora e regeneradora, ajudando a prevenir muitas doenças por eliminar as toxinas e acidez da corrente sanguínea. Sua ação seria também poderosa atuando nas paredes internas das artérias, ajudando a dissolver gordura. Explica-se: o limão contém um óleo cítrico com alto teor de monoterpenos, ou seja, moléculas que penetram em todos os tecidos e células, com grande ação solvente de gorduras. Ele também é rico em d-limoneno que, segundo comprovam algumas pesquisas, tem propriedades anticancerígenas e é solvente de cálculos e entupimentos nas artérias, além de descongestionar o fígado, após a ingestão de álcool e de alimentos gordurosos. Cultivo Existem cerca de 70 variedades de limão – algumas são bem conhecidas, como o taiti, galego, siciliano e cravo – outras nem tanto, como o limão lisboa e o gênova. A planta não é muito ramificada e pode atingir até 6 metros de altura. As flores, que surgem em formato de cachos, são brancas e violetas. Ficha da Planta Nomes populares: limão, limão-verdadeiro, limoeiro Nome Científico: Citrus limon L., Citrus limonum Família: Rutáceas Origem: Ásia Tropical Plantio: no período das chuvas Solo: férteis e arejados, com pH entre 5,5 e 6,5 Clima ideal: temperatura entre 23 e 32 graus Colheita: após três anos de cultivo Composição Calorias: 32Kcal
Contra obesidade: extrair na centrífuga o suco de 2 limões (use um deles inteiro, com a polpa e a casca) e 2 talos inteiros de aipo. Diluir com um pouco de água e servir imediatamente. Combater colesterol: bata no liquidificador 1 limão (polpa e casca), 1 xícara de folhas e talos de hortelã, 1 xícara de uvas sem as sementes e água suficiente para processar. Coe e acrescente 1 colher de chá de farelo de aveia. Sirva imediatamente. Fortalecer o organismo: bata no liquidificador 1 limão (polpa e casca) com o suco de 3 laranjas, 3 folhas grandes de couve, 2 a 3 rodelas de gengibre e 1 colher de chá de sementes de linhaça. Sirva imediatamente. Cuidado! Fontes de Pesquisa: * Rose Aielo Blanco é jornalista, escritora e editora do www.jardimdeflores.com.br Onde encontrar: Conheça o Chá Orgânico Limon e Ginger à venda na Loja do Jardim - Clique aqui! |
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