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Cupuaçu: será que é nosso?


 

Cupuaçu (Theobroma grandiflorum)

 

Fruta da Amazônia, o cupuaçu, protagoniza disputa entre Brasil e Japão.


 

No ano 2000, a empresa japonesa Asahi Foods fez um pedido de patente do cupuaçu no Japão e na Europa. E como se não bastasse, registrou a marca "cupulate" (tipo de chocolate feito com amêndoas de cupuaçu, desenvolvido no Brasil) como sua propriedade. O fato gerou uma grande polêmica. Passados quase 4 anos, o departamento do governo japonês responsável pelo registro de patentes recusou o pedido da empresa Asahi Foods para o processo de obtenção do cupulate. O órgão acatou o pedido da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) reivindicando a autoria do processo e reconheceu as provas apresentadas pelos brasileiros.

 

O cupulate é similar ao chocolate produzido com cacau e foi criado por pesquisadores da Embrapa em Belém (PA) na década de 1980. O primeiro pedido de patente foi feito em 1990. Mas, com a nova lei brasileira de patentes, de 1996, a Embrapa decidiu fazer um outro pedido de privilégio da invenção, concedido em março de 2003. Segundo a Embrapa, durante todo esse tempo, foi dada a devida publicidade à invenção por meio de revistas científicas. Entretanto, em 2000, a empresa japonesa Asahi Foods fez pedido de patente do produto no Japão e na Europa. Além disso, registrou a marca cupulate como sua propriedade.

 

No Brasil, a coisa não ficou só na polêmica. Organizações que atuam em defesa da Amazônia lançaram até um vídeo de protesto contra a patente do cupuaçu. O site do Greenpeace (www.greenpeace.org.br) divulga um artigo no qual a indignação fica clara. Como diz o artigo, "a Amazônia brasileira possui uma biodiversidade tão grande que é muito pouco conhecida. É inaceitável que nosso patrimônio continue a ser explorado sem que os benefícios sejam revertidos para as populações tradicionais, que mantém a integridade da floresta. É realmente mais uma prova de que o Brasil precisa dar mais atenção à sua biodiversidade. Se já não bastasse a biopirataria...".

 

E agora vamos conhecer melhor o elemento principal desta polêmica.

Com vocês, o cupuaçu!

 

Nome popular da árvore: cupu; cupuaçueiro; cupuaçuzeiro
Nome popular do fruto: cupuaçu
Nome científico: Theobroma grandiflorum (Willd. ex Spreng.) Schum
Família botânica: Sterculiaceae Origem: Brasil - Amazonas
Espécies Semelhantes: Theobroma subincanum, Theobroma spruceanum, Theobroma atrorubens, Theobroma bicolor, Theobroma obovatum.
Características: A árvore alcança uma média de 10 a 15m de altura. Há referências de exemplares com até 20 m.
As folhas são longas, medindo até 60 cm de comprimento e apresentam uma aparência ferruginosa na face inferior.
As flores são grandes, de cor vermelho-escura e apresentam características interessantes: são as maiores do gênero, não crescem grudadas no tronco, como nas outras variedades de theobromáceas, mas sim nos galhos.
Os frutos apresentam forma esférica ou ovóide e medem até 25 cm de comprimento.
A casca é dura e lisa, de coloração castanho-escura. As sementes ficam envoltas por uma polpa branca, ácida e aromática.
Os frutos surgem de janeiro a maio e são os maiores da família.

 

Cultivo

 

Clima ideal: Temperatura média anual entre 22 e 27ºC.
Solo: Solos de terra firme e profundos, com boa retenção de água, fertilidade e com boa constituição física, pH entre 6,0 e 6,5.
Mudas: A planta pode ser multiplicada por enxertia e por sementes.

 

A árvore que dá o cupuaçu é nativa da parte oriental da Amazônia. A atualmente a espécie é encontrada em toda a bacia amazônica do Brasil e dos países vizinhos. Nestas regiões, não importa se nas capitais, cidades ou vilarejos: quase todas as casas possuem um ou mais pés de cupuaçu em seu pomar. O cupuaçu representou, tanto para as populações indígenas quanto para os animais, uma fonte primária de alimento na floresta Amazônica. Nas tribos indígenas, o suco de cupuaçu, depois de ser abençoado por um pajé, era utilizado para facilitar nascimentos difíceis. As sementes do cupuaçu são utilizadas por indígenas até hoje para aliviar dores abdominais. A manteiga preparada a partir das sementes é utilizada em queimaduras, para acalmar as dores. A casca do fruto apresenta razoáveis teores de potássio ferro, manganês e outros nutrientes, e é usada, em mistura com outros resíduos da agroindústria de frutas, como adubo orgânico.

 

Com a polpa do cupuaçu é possível preparar diversos tipos de doces: sucos, sorvetes, cremes, gelatinas, espumas, pudins, tortas, bolos, pavês, biscoitos, compotas, geléias e o agora famoso e polêmico "cupulate".

 

O cupuaçu é um parente muito próximo do cacau (ambos pertencem ao gênero Theobroma - veja também Cacaueiro). Embora sejam diferentes externamente, são as ricas e gordurosas sementes do cupuaçu que aproximam os dois frutos: delas é possível extrair uma pasta semelhante àquela com que se produz o chocolate e a manteiga de cacau. Para cada tonelada de sementes frescas obtém-se 180 kg de cupulate e 135 kg de manteiga, que é usada na formulação do produto em tabletes. A gordura extraída das sementes tem larga aplicação na indústria de cosméticos.

 

A Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP desenvolveu pesquisa com a fabricação do chocolate a partir do cupuaçu. A professora Suzana Caetano da Silva Lannes, do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica, responsável pela pesquisa, trabalha com o desenvolvimento do chocolate de cupuaçu há seis anos. "Esse é um produto com grande potencial, pois o preço da gordura do cupuaçu, que entra na formulação do chocolate, custa cerca de um terço da gordura do cacau", afirma.

 

Além da vantagem econômica, o "chocolate" de cupuaçu também é mais saudável. Segundo a pesquisadora, essa fruta tem o teor de teobromina, substância com efeitos estimulantes como os da cafeína, bem menores que os do cacau. A diferença entre os teores das duas frutas gira em torno de 85%.

 

 

Mais informações sobre o cultivo podem se obtidas nos sites

http://www.bahia.ba.gov.br/seagri/Cupuacu.htm

http://www.cpatu.embrapa.br/Fruteiras/Fruteiras.htm

 

 

 

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