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Pragas: salve
suas plantas!
A maior parte das pragas atacam geralmente na primavera, período
de fertilidade e de grande atividade na natureza. Elas causam vários
estragos nas plantas, além de favorecer o surgimento de doenças,
principalmente fúngicas. As pragas geralmente se tornam um problema
mais sério quando há um desequilíbrio ecológico
no sistema onde a planta está inserida. Outras situações
que podem favorecer o seu surgimento são desequilíbrios
térmicos, excesso ou escassez de água e insolação
inadequada. O assunto é vastíssimo e aqui não daria
para falar profundamente sobre isso. O que preparamos foi um guia rápido
para facilitar o reconhecimento das principais pragas e sugerimos algumas
dicas naturais de controle:
Pulgões:
Podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Alojam-se nas
folhas mais tenras, brotos e caules, sugando a seiva e deixando as
folhas amareladas e enrugadas. Em grande quantidade podem debilitar
demais a planta e até transmitir doenças perigosas.
Os pulgões costumam atacar, principalmente, as plantas de hastes
e folhas macias. Podem aparecer em qualquer época do ano, mas
os períodos mais propícios são a primavera, o
verão e o início do outono. Precisam ser controlados
logo que notados, pois multiplicam-se com rapidez.
Dicas:
As
joaninhas são suas predadoras naturais;
Um
chumaço de algodão embebido em uma mistura de água
e álcool em partes iguais ajuda a retirar os pulgões
das folhas e isso pode ser feito semanalmente;
Aplique
Calda
de Fumo ou Macerado
de Urtiga |
Cochonilhas:
São insetos minúsculos, geralmente marrons ou amarelos,
que alojam-se principalmente na parte inferior das folhas e nas fendas.
Além de sugar a seiva da planta, as cochonilhas liberam uma
substância pegajosa que facilita o ataque de fungos, em especial,
o fungo fuliginoso. Dá para perceber sua presença quando
as folhas apresentam uma crosta com consistência de cera. Algumas
cochonilhas apresentam uma espécie de carapaça dura,
que impede a ação de inseticidas em spray. Neste caso,
produtos à base de óleo costumam dar melhores resultados,
pois formam uma "capa" sobre a carapaça, impedindo
a respiração do inseto. A calda de fumo costuma dar
bons resultados também.
Dicas:
As
joaninhas também são suas predadoras naturais, além
de certos tipos de vespas;
A Calda
de Fumo e a Emulsão
de Óleo são os métodos naturais mais
eficientes para combatê-las;
Deve-se
evitar o controle químico mas, quando necessário em
casos extremos, normalmente são usados óleo mineral
e inseticida organofosforado. |
Moscas-brancas:
São insetos pequenos e, como diz o nome, de coloração
branca. Não é difícil a notar a sua presença
- ao esbarrar numa planta infestada por moscas brancas, dá
para ver uma pequena revoada de minúsculos insetos brancos.
Costumam localizar-se na parte inferior das folhas, onde liberam um
líquido pegajoso que deixa a folhagem viscosa e favorece o
ataque de fungos. Alimentam-se da seiva da planta. As larvas deste
inseto, praticamente imperceptíveis, também alojam-se
na parte inferior das folhas e, em pouco tempo, causam grande infestação.
Dica:
É
difícil eliminá-las, por isso muitas vezes é
preciso aplicar insetidas específicos para plantas.
Quando o ataque é pequeno, o uso de plantas repelentes - como
tagetes ou cravo-de-defunto (Tagetes sp.), hortelã (Mentha),
calêndula (Calendula officinalis), arruda (Ruta graveolens)
- costuma dar bons resultados. |
Lesmas
e caracóis:
Normalmente atacam à noite, furando e devorando folhas, caules
e botões florais, mas também podem atingir as raízes
subterrâneas.
Dicas:
Besouros
e passarinhos são seus predadores naturais;
Uma
boa forma de eliminá-los é usar armadilhas, feitas
com isca de cerveja para atraí-los. Faça
assim: tire a tampa de uma lata de azeite e enterre-a deixando a
abertura no nível do solo. Coloque dentro um pouco de cerveja
misturada com sal. As lesmas e os caracóis caem na lata atraídas
pela cerveja e morrem desidratados pelo sal. |
Lagartas:
Costumam atacar mais as plantas de jardim mas, em alguns casos, também
podem danificar as plantas de interior. Fáceis de serem reconhecidas,
as lagartas costumam enrolar-se nas folhas jovens e literalmente comem
brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de "teia"
para proteger-se. Todas as plantas que apresentam folhas macias estão
sujeitas ao seu ataque. As chamadas taturanas são
lagartas com pêlos e algumas espécies podem queimar a
pele de quem as toca.
Dicas:
Caso
não apresente um ataque maciço (quando é indicada
a aplicação um lagarticida biológico, facilmente
encontrado no mercado), o controle das lagartas deve ser manual, ou
seja, devem ser retiradas e destruídas uma a uma, lembrando
que é importante usar uma proteção para a que
a lagarta não toque na pele;
A Calda
de Angico ajuda a afastar as lagartas e não prejudica
a planta;
O uso
de plantas repelentes, como a arruda, pode ajudar a mantê-las
afastadas
Aves e pequenas vespas são suas inimigas naturais;
Precisamos lembrar que sem as lagartas, não teríamos
as borboletas. Ao eliminá-las completamente, estamos nos privando
da beleza e da graça desses belos seres alados. Mais uma vez,
o equilíbrio é a chave. |
Ácaros:
O tipo de ácaro mais comum é conhecido como ácaro-vermelho
(veja foto), tem a aparência de uma aranha de cor avermelhada.
Ataca flores, folhas e brotos, deixando marcas semelhantes à
ferrugem. O ataque de ácaros diminui o ritmo de crescimento,
favorece a má formação de brotos e, em caso de
grande infestação, pode matar a planta. Ambientes quentes
e secos favorecem o desenvolvimento dessa praga. Apesar de quase "invisíveis"
a olho nu, sua presença é denunciada pelo aparecimento
de uma teia fina.
Dicas:
Costuma
atacar mais as plantas envasadas do que as que estão em canteiros;
Uma
boa dica é borrifar a planta com água, regularmente,
já que este inseto não gosta de umidade. Casos mais
severos exigem que as partes bem atacadas sejam retiradas;
A Calda
de Fumo ajuda a controlar o ataque. |
Percevejos:
São mais conhecidos como marias-fedidas, pois exalam
um odor desagradável quando se sentem ameaçados. Seu
ataque costuma provocar a queda de flores, folhas e frutos, prejudicando
novas brotações.
Dicas:
Vespas
são suas predadoras naturais;
Devem
ser removidos manualmente, um a um;
Se
o controle manual não surtir efeito, a Calda
de Fumo pode funcionar como um repelente natural. |
Tatuzinhos:
Muito comuns nos jardins com umidade excessiva, são também
conhecidos como tatus-bolinha, pois se enrolam como uma
bolinha quando são tocados. Vivem escondidos e alimentam-se
de folhas, caules e brotos tenros, além de transmitir doenças
às plantas.
Dicas:
Evitar
a umidade excessiva em vasos e canteiros;
Devem
ser retirados manualmente e eliminados um a um |
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Nematóides:
São parentes das lombrigas e atacam pelo solo.
As plantas afetadas apresentam raízes grossas e cheias
de fendas. Num ataque intenso, provocam a morte do sistema radicular
e, conseqüentemente, da planta. Algumas plantas dão
sinais em sua parte aérea, mostrando sintomas do ataque
de nematóides: as dálias, por exemplo, podem apresentar
áreas mortas, de coloração marrom, nas folhas
mais velhas.
Dica:
O melhor
repelente natural é o plantio de tagetes (o popular cravo-de-defunto)
na área infestada;
Se
o controle ficar difícil, é indicado eliminar a planta
infestada do jardim, para evitar a proliferação.
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Formigas:
As cortadeiras são as que mais causam estragos. Elas cortam
as folhas para levá-las ao formigueiro, onde servem de nutrição
para os fungos, os verdadeiros alimentos das formigas.
Dicas:
Um
bom método natural para espantar as formigas e espalhar sementes
de gergelim em torno dos canteiros. Além disso, o gergelim
colocado sobre o formigueiro, intoxica o tal fungo e ajuda a eliminar
o ninho das formigas;
Em
ataques maciços, recomenda-se o uso de iscas formicidas,
à venda em casas especializadas em produtos para jardinagem.
As formigas carregam a isca fatal para o formigueiro. |
Plantas
repelentes
Algumas
plantas ajudam a manter as pragas afastadas dos canteiros. Alguns exemplos:
Tagetes ou cravo-de-defunto (Tagetes sp.), hortelã (Mentha), calêndula
(Calendula officinalis), arruda (Ruta graveolens).
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