
Conta-se
que há cerca de 3.000 anos, a Rainha de Sabá estava indecisa sobre
como presentear o Rei Salomão. Afinal, o que poderia encantar
um rei tão poderoso? Uma escrava lhe trouxe a decisão: "ao maior
dos reis, leve um feixe de orquídeas". Passado tanto tempo, o
fascínio ainda persiste e as orquídeas continuam a aumentar sua
legião de fãs e apaixonados. E hoje, é possível adquirir lindos
exemplares desta planta por preços bem acessíveis, até em supermercados!
Bem tratadas, as orquídeas produzem belas floradas anualmente.
Veja aqui os detalhes básicos para cultivá-las corretamente:
Luz
A exposição direta à luz solar causa queimaduras nas folhas da
maioria das orquídeas. A condição de iluminação mais recomendada
é a de 50 a 70% de sombra, que é obtida ao cultivar as orquídeas
sob árvores, telados ou ripados. Varandas ou áreas de serviço
de apartamentos também são bons locais, mas é preciso cuidado,
nesses casos, para que as orquídeas recebam o sol da manhã. Alguns
especialistas afirmam que em apartamentos, os melhores lugares
para as orquídeas são atrás da janela do banheiro ou um terraço
envidraçado, onde há luz filtrada. Para saber se as condições
de iluminação estão adequadas, é só observar a planta: folhas
amareladas indicam excesso de luz; já as folhas estreitas, longas
e de cor verde bem escura indicam iluminação deficiente. Plantas
como Vanda, Dendrobium, Cymbidium e várias espécies de Oncidium
suportam luminosidade mais intensa, enquanto que Phalaenopsis,
Miltonia, Laelia e Pumilan preferem baixa luminosidade.
Temperatura
A maioria das orquídeas toleram variações de temperatura entre
10 a 400 C, mas a temperatura ideal fica em torno de 25 graus.
Orquídeas como Phalaenopsis e Vanda preferem temperaturas mais
altas, enquanto que as Miltonias, Cymbidiums, e Paphilopedilum
se dão melhor com temperaturas mais amenas.
Vasos
e substratos
Recomenda-se evitar o uso de vasos muito grandes. Pode-se usar
tanto os vasos de barro como os de plástico, mas as fibras de
xaxim (não confundir com pó de xaxim) são ainda o substrato que
dão melhores resultados. Atualmente também há a opção da fibra
de coco, igualmente eficiente e mais ecológica. Certas espécies
de orquídeas, como Cattleya walkeriana, C. Nobillor, C. Schilleriana,
C. Acladiae e a maioria das espécies de Oncidium desenvolvem-se
melhor sobre placas xaxim ou pedaços de casca de madeira do que
em xaxim desfibrado.
Adubação
A fórmula NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) deve ser aplicada
a cada duas semanas, na proporção de 1 colher (café) por litro
de água, durante a primavera e o verão. A adubação pode ser suspensa
nos meses do outono e inverno. Uma boa opção de adubação orgânica
é a torta de mamona (1 colher de sobremesa por vaso), que pode
ser fornecida uma vez ao ano, depois que o sistema radicular estiver
bem desenvolvido.
Ventilação
e umidade
Por serem plantas epífitas - possuem raízes aéreas -, as orquídeas
suportam bem uma brisa suave e contínua, mas deve-se evitar ventos
fortes e canalizados. Se as plantas estivem num orquidário, recomenda-se
protegê-lo do vento sul, usando um plástico transparente. Ainda
por sua característica epífita, as orquídeas preferem mais a falta
do que o excesso de água junto às raízes. As regas devem ser feitas
apenas quando o substrato estiver seco. Ao regar, uma boa medida
é deixar a água escorrer pelo fundo do vaso. Outro detalhe: as
orquídeas são plantas adaptadas à condições de umidade do ar relativamente
elevadas. Em regiões mais secas, recomenda-se borrifá-las com
água periodicamente. Mais uma vez, o que deve prevalecer é sempre
o bom senso: para ter sucesso no cultivo de orquídeas, os excessos
devem ser evitados. Apesar de gostar de umidade, ventilação e
claridade, as orquídeas não suportam ficar expostas diretamente
ao vento, sol e chuva. Em jardim elas vão crescer sadias sob as
árvores ou até fixadas nos troncos.
Fonte
de pesquisa: SOS Orquídeas