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Flores e plantas afrodisíacas Por: Rose Aielo Blanco Desde
tempos muito remotos, flores e plantas em geral estão relacionadas
a poderes mágicos. E nesse aspecto, um dos usos mais comuns tem
sido como afrodisíaco. A imagem de belas feiticeiras preparando
"poções do amor" à base de plantas e
flores faz parte da mitologia de vários povos. Não se
sabe ao certo se as poções eram preparadas para funcionar
como um medicamento e acabavam agindo como afrodisíacos, ou se
a intenção era fazer mesmo um "feitiço"
e as substâncias presentes nas plantas agiam favoravelmente. A
única certeza é que essa história é muito
antiga. Como
um cheiro pode despertar emoções? Estudos comprovam
que isso é possível e muito mais: o cheiro penetra
pelo nariz e as células olfativas captam as moléculas
aromáticas por meio de cílios, enviando impulsos nervosos
para o sistema límbico (originalmente conhecido como "rinencéfalo",
é a parte do cérebro que regula a atividade senso-motora
e é responsável pelos impulsos mais primitimos, como
fome, sede e sexo). Quando os impulsos nervosos chegam, o sistema
límbico reconhece as moléculas aromáticas e
as identifica. É por isso que certos cheiros afetam o nosso
humor e despertam emoções. O sistema límbico
passa a informação sobre o aroma para o hipotálamo,
que a repassa para a hipófise. Daí essa informação
vai para as outras glândulas e influencia a atividade imunológica,
o batimento cardíaco, a produção de enzimas
e hormônios (inclusive os hormônios sexuais).
FECHA
JANELA Os
óleos essenciais são obtidos a partir de flores, folhas,
cascas, raízes ou frutos e correspondem a, no máximo,
6% da planta. A qualidade de um óleo depende de uma série
de fatores: da procedência da planta, do método de
extração e de como é estocado, por exemplo.
Sem falar que até o clima, a altitude, o tipo de solo e a
forma como a planta foi colhida podem afetar a qualidade do óleo. Os
óleos essenciais aplicados na pele penetram pelos poros e
vão para os vasos sangüíneos que irrigam a derme.
Depois, seguem para a corrente sangüínea, o sistema
linfático, os músculos e os órgãos.
Para ser aplicado em massagem, o óleo essencial deve ser
dissolvido numa base de óleo vegetal, na seguinte proporção:
2 a 3 gotas de óleo essencial para 1 colher (sopa) de óleo
vegetal puro ou combinado. Um
trecho de um poema de Homero dá uma idéia dos poderes
de um banho aromático: "Aqui
ela se banha e à volta de seu corpo Os
banhos aromáticos podem ser considerados afrodisíacos
de acordo com as essências, ervas ou flores utilizadas. Na
banheira, os aromaterapeutas recomendam diluir na água morna
uma dose de um chá bem forte feito com a erva escolhida,
ou pingar algumas gotas do óleo essencial. Para um banho
com flores, é possível simplesmente misturar algumas
pétalas da flor escolhida e pingar algumas gotas de um óleo
com o seu aroma. Para banhos de chuveiro, pode-se despejar no corpo,
após a ducha, uma dose de um chá feito com a erva
escolhida (bem concentrado) ou borrifar no corpo um pouco do óleo
aromático, espalhando-o com uma esponja macia. Jasmim
(Jaminum officinalis): Outra flor considerada afrodisíaca
há séculos. Várias Ylang Ylang (Cananga odorata): Assim como o óleo de jasmim, a aromaterapia considera o óleo obtido das flores do Ylang Ylang um poderoso afrodisíaco, que estimula o apetite sexual aguçando os sentidos. Aplicado em massagens ou simplesmente vaporizado no ambiente, acredita-se que esse óleo essencial é capaz de maravilhas. Na Indonésia, por exemplo, era costume cobrir a cama dos recém-casados com flores do Ylang Ylang., para inspirar uma ótima noite de lua-de-mel. Sândalo (Santalum album): Considerada uma árvore sagrada na Índia. Existem registros em documentos antigos escritos em sânscrito e chinês que atestam seu uso como incenso em cerimônias religiosas e rituais onde se busca a elevação da alma. A destilação da madeira interna produz um óleo grosso e amarelado, de fragrância doce, picante, intensamente oriental. Na aromaterapia, o óleo de sândalo é utilizado no tratamento de problemas ligados ao aparelho genito-urinário, especialmente impotência e frigidez. Por sua ação tônica e estimulante das funções sexuais, é considerado um afrodisíaco. Catuaba (Trichilia catigua): Este afrodisíaco tipicamente nacional tornou-se conhecido no internacionalmente A planta, abundante no Brasil, é usada na forma de chás e tinturas. Acredita-se que suas propriedades estimulantes (como as do guaraná) atuem combatendo o stress e aumentando a disposição orgânica. Ginseng (Panax ginseng): A raiz do ginseng, contorcida e ramificada, lembra uma figura humana. Chineses e indianos consideravam a planta um afrodisíaco, pois ao agir contra o stress, o cansaço e a falta de energia, melhoraria o desempenho sexual, equilibrando o indivíduo como um todo. Jacinto (Hyacinthus): - A raiz desta flor era utilizada cozida, para tratar tumores dos testículos. Considerada uma flor masculina, era usada por povos antigos como um tônico para aumentar o vigor e o desempenho sexual nos homens.
Guaraná (Paulinia cupana): Quando os primeiros europeus chegaram ao Brasil, os índios já consumiam o guaraná como alimento e para afastar o cansaço. A planta foi estudada pela primeira vez pelo botânico Karl von Martius que, em 1826, visitou a região amazônica. Sua fama como afrodisíaco viria do fato de que a planta apresenta propriedades tônicas e estimulantes que afastam o esgotamento físico e mental, aumentando a disposição geral do organismo.
Urucum (Bixa orellana L.): O urucum tornou-se muito conhecido graças ao pigmento extraído de suas sementes. Originária da América tropical, é planta espontânea na região que vai das Guianas até a Bahia. A pintura do corpo com o pó de urucum faz parte das tradições indígenas, sendo usada há séculos, em cerimônias e rituais. Na medicina popular, o urucum é utilizado desde o século XVII. Os indígenas usam o pó das sementes como afrodisíaco e como um remédio contra a intoxicação pela ingestão da mandioca-brava. |