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Ginkgo biloba: o "fruto de prata"


Um exemplar desta árvore foi a primeira manifestação de vida 
após a explosão da bomba atômica em Hiroshima

Citada em um documento da época da Dinastia Song na China (séc II), a árvore Gingko biloba é descrita como um "fruto" raro e precioso com origem ao sul do rio Yangtse. Supõe-se que seja a espécie de árvore mais antiga ainda viva atualmente, única espécie viva da ordem Ginkgoales, a qual datava da época dos dinossauros, há mais de 250 milhões de anos.

Algumas características peculiares garantem a sobrevivência desta espécie: grande resistência a infecções por bactérias, fungos e vírus (por suas propriedades inseticidas e antifúngicas), grande adaptabilidade ao ambiente, além de raras mutações genéticas pelo longo intervalo entre suas gerações. Os nomes populares da árvore Ginkgo biloba são bem sugestivos. Em inglês ela é chamada árvore-cabelo-de-vênus e árvore-fóssil. Já o nome árvore-de-40-escudos em francês (arbre aux 40 ecus) e em espanhol (arbol de los 40 escudos) surgiu em razão do alto preço que o Ginkgo bilobaalcançou no século XVIII. Na Alemanha ela é conhecida como árvore-de-Goethe. Neste caso, o nome popular surgiu em razão da admiração de Goethe pela árvore.

Johann Wolfgang von Goethe, cientista, filósofo, botânico e poeta alemão escreveu, no ano de 1815, um poema inspirado nas folhas do Ginkgo biloba e dedicou-o à sua amada Marianne von Willemer. Segundo Goethe, a folha do ginkgo simboliza o "dois" que se torna "um". Acredita-se que a árvore Ginkgo biloba que serviu de inspiração para o poeta crescia na região de Heidelberg, na Alemanha. Eis uma tradução livre do poema:

Ginkgo biloba
Esta folha de uma árvore do Oriente 
Foi doada para o meu jardim 
E revela uma certeza secreta 
Que agrada a mim e a pensadores: 
Será que ela representa uma única criatura viva que se dividiu em Duas? 
Ou são elas Duas que decidiram ser apenas Uma? 
Para responder tal questão 
Eu encontrei a resposta certa 
Você percebe em minhas canções e versos 
Que eu sou UM e DOIS?

Originárias da Ásia, as árvores Ginkgo biloba apresentam folhas caducas e atingem de 20 a 35 metros de altura (alguns exemplares na China, chegam a atingir de 40 a 50 m), sendo que seu tronco pode medir 4 metros de diâmetro. As folhas se assemelham a um pequeno leque cheio de nervuras, lembrando um pouco as folhas do trevo. O fruto é semelhante a uma ameixa e contém uma noz (daí o nome popular nogueira-do-japão, pelo qual é conhecida no Brasil).

Ginkgo biloba é o único representante vivo da Ordem Ginkgoales, um grupo de gimnospermas composto pela Família Ginkgoaceae (que possui cerca de 18 membros). Existem registros fósseis de Ginkgo que datam de cerca de 250 milhões de anos. Por essa razão, Charles Darwin se referiu à árvore Ginkgo biloba como um "fóssil vivo".

O nome "Ginkgo biloba" é de origem chinesa. A palavra "Ginkgo" seria uma derivação de "Ginkyo" (junção de gin=prata e kyo=abricot). Isso explica porque é comum encontrarmos a expressão "fruto de prata" como sinônimo da palavra "Ginkgo". Já a palavra "biloba" seria a união de dois termos "bi" e "loba" (originários do latim), certamente em alusão às folhas da árvore que têm o formato de um leque com uma fenda no meio, dando a impressão de que se trata de dois lóbulos.

Os cientistas achavam que a árvore estava extinta, mas em 1691, o alemão Engelbert Kaempfer descobriu o Ginkgo no Japão. Os ginkgos haviam sobrevivido na China e lá foram encontrados principalmente nas montanhas e nos jardins de palácios e templos, onde monges budistas cultivavam as árvores por suas qualidades. De lá suas sementes foram levadas para o Japão (há cerca de 800 anos) e Coréia. Foi Kaempfer quem levou as sementes de Gingko para a Europa por volta de 1730 e, mais tarde, ainda neste século, em 1784, as sementes chegaram à América.

As nozes do Ginkgo são mencionadas em escritos japoneses datados de 1492, quando eram servidas nas cerimônias do chá como doces ou sobremesa. Mais tarde, elas passaram a ser consumidas como vegetais e até tornaram-se ingrediente de picles. Há registros de que no século XVIII as nozes eram servidas junto com o saquê.

A forma como os japoneses utilizam a planta medicinalmente é originária das tradições chinesas. A medicina oriental utiliza mais as sementes do Ginkgo, já na medicina ocidental as folhas são mais usadas. Foi no final dos anos 50 que a medicina ocidental começou a estudar as propriedades medicinais do Gingko biloba. O primeiro extrato de folhas foi produzido em 1965.

No final da II Guerra Mundial, em 1945, uma bomba atômica foi lançada em Hiroshima. Um mês após o acontecimento árvores e plantas localizadas na área ao redor do epicentro foram examinadas. Um exemplar de Gingko biloba, situado próximo a um templo budista a apenas 1 Km do centro da explosão, foi a primeira árvore a brotar. Foi a primeira manifestação de vida após aquela tragédia. Ela estava ali, praticamente intacta, enquanto o templo estava completamente destruído.

Durante a reconstrução do templo, decidiu-se por sua ampliação, o que exigiria que a árvore fosse retirada. Mas, sabiamente, acabaram por deixar aquele Ginkgo ali mesmo, de forma que a escadaria do templo foi construída em formato de U, para contornar a área da árvore. As pessoas que visitam o local podem fazer ali suas preces pela paz mundial, diante do Ginkgo com a inscrição "Hiroshima nunca mais".

Atualmente é possível dizer que o Ginkgo biloba é a planta mais utilizada para aumentar as funções cognitivas, ou seja, melhorar a memória, o aprendizado e a atenção. Na Europa seu uso é muito popular, sendo que os pesquisadores já descobriram que o extrato pode influenciar o organismo de várias maneiras:

Na circulação sangüínea - Estimula a dilatação dos vasos sangüíneos, proporciona maior afluxo do sangue no cérebro, além de diminuir a pressão arterial e reduzir efeitos de doenças como a aterosclerose. Ela ainda reduz os níveis de colesterol no sangue, cujo excesso está relacionado ao desenvolvimento de doenças como o Alzheimer. As propriedades da planta favorecem a circulação periférica, diminuindo a sensação de peso nas pernas e nos pés, sendo indicada para tratamentos contra varizes e até celulite.

Na memóriacom a estimulação da circulação, é possível obter considerável melhora dos problemas de memória, especialmente em idosos. Além disso, o efeito dilatador também auxilia no tratamento da labirintite e seus efeitos, como tonturas e zumbido no ouvido.

Como antioxidante - Diminui a liberação de radicais livres que podem prejudicar os neurônios e causar mudanças no cérebro relacionadas à idade.

No controle do estresse e tratamento da depressão - Ajuda a diminuir o desgaste dos neurônios que direcionam a resposta da serotonina, um neurotransmissor que reduz o estresse e a ansiedade; aumenta a produção de noraepinefrina, outro neurotransmissor, o que auxilia na redução dos sintomas da depressão.

Efeitos colaterais

Recentemente uma pesquisa realizada por especialistas da Escola Médica da Universidade de Harvard, nos EUA, relacionou o efeito do Ginkgo biloba no tratamento de tumores de ovário. Durante seis meses, cerca de 1300 mulheres que já ingeriam algum tipo de fitoterápico foram acompanhadas. As que utilizavam diariamente o Ginkgo biloba tiveram uma incidência 60% menor de tumores de ovário. A partir deste dado, os pesquisadores misturaram o extrato da planta com a cultura de células cancerosas de ovário e verificaram que uma pequena dose era capaz de reduzir os tumores em 80%.

Os principios ativos presentes nas folhas são: ácido butanóico, ácido ginkgólico, ácidos graxos, alcanos, antocianina, asoginkgetina, benzenóides, bioflavonóides, caferol, carboidratos, carotenóides, catequina, diterpenos ginkgolídeos A, B, C, J e M, ésteres de ácido cumárico, esteróis, fenilpropanóides, ginol, glicosídeos flavonóides (principalmente ginkgobilina, quercetina e isoamnetina), kaempferol, lactona bilobalida, lipídeos, minerais, quercetina, sitosterol, triterpenos. Já nos frutos são encontrados ácidos ginkgólicos e ginol.

Mesmo muito benéfica, a planta pode apresentar efeitos colaterais. Por dilatar os vasos sangüíneos, o uso da planta pode causar enxaqueca em pessoas com predisposição. Há relatos também de distúrbios gastrointestinais e queda de pressão arterial em pessoas mais sensíveis. Por essa razão, a orientação de um especialista nunca deve ser descartada. 

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