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Chás e produtos naturais estão à venda na www.lojadojardim.com Plantas adaptógenas para enfrentar o stress
Elas fortalecem suas defesas, melhoram o funcionamento do cérebro e ainda dão energia extra. Ou seja, seu corpo fica pronto para encarar situações de pressão. Imagine-se dias antes daquela reunião de trabalho tomando uma fórmula à base de plantas para controlar o nervosismo, raciocinar com clareza e expor suas idéias com desenvoltura. Em tese isso até é possível. E, fique bem claro, ninguém está defendendo beberagens com promessas milagrosas nem mezinhas da vovó. A idéia é lhe apresentar um grupo de plantas cada vez mais investigadas - asespécies adaptógenas. Esse adjetivo não é à toa. Elas são rotuladas assim pelos cientistas porque têm a capacidade de adaptar o organismo a situações, digamos, não muito fáceis - e você, na certa, sabe que o dia-a-dia está recheado delas. "Como essas plantas atuam na resposta do corpo ao estresse, acabam estimulando o sistema imune contra as infecções e ainda melhoram o raciocínio e a memória", resume o biomédico Fúlvio Rieli Mendes, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. A lista das adaptógenas é enorme. No Brasil, afirmam os pesquisadores, há mais de 40 espécies com esse efeito, tais como catuaba, carqueja, erva-de-santa-maria, damiana e erva-mate, só para citar algumas. Isso sem falar em frutos 100% nacionais que também são ricos em compostos adaptógenos, como o cacau, o açaí, o guaraná, o buriti e o jatobá. A planta antiestresse mais famosa de todas, porém, é a Panax ginseng, que não é nativa daqui. Ela veio da Coréia e é um dos fitoterápicos mais consumidos no planeta - um planeta, por sua vez, cada vez mais estressante, onde imperam as pressões e não faltam más notícias. A boa nova: algumas das adaptógenas tipicamente brasileiras não ficam nada a dever à celebridade coreana. Um dos exemplares adatogénos brasileiríssimos é a Pfaffia glomerata, espécie comum em várias regiões do país. De tão eficaz foi inevitavelmente comparada à planta coreana e se popularizou com o nome de ginseng brasileiro. Uma série de estudos conduzidos pelo farmacêutico Luís Carlos Marques na Universidade Federal de Maringá, no Paraná, comprova sua ação adaptógena. "Ela melhora o sono provavelmente por diminuir o estresse. E, em conseqüência, dá mais disposição em todos os sentidos, inclusive o sexual. Além disso, estimula a memória e facilita o aprendizado", enumera o pesquisador.
Quem se sente esgotado pode se beneficiar de remédios à base dessas plantas. No entanto, é bom que se diga, os efeitos revigorantes não vêm de bate-pronto. "Nota-se a diferença de ânimo só depois de alguns dias de tratamento", avisa Fúlvio Rieli Mendes. Isso porque os adaptógenos precisam modificar funções fisiológicas, o que não ocorre da noite para o dia. A recomendação é que o uso do fitoterápico se prolongue por três meses. Depois é preciso dar uma pausa de um mês para eliminar os excessos do corpo e, então, se for indicado, retomar o tratamento. Fonte: Revista Saúde - Abril/2007
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