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Cavalinha

(Equisetum arvense L.)


 

Por: Rose Aielo Blanco*


Planta de amplas aplicações medicinais, a cavalinha também é muito usada como ornamental: não é difícil vê-la acompanhando flores e folhagens em exóticos arranjos florais, inclusive em ikebanas, por sua semelhança com pequenos bambus de coloração verde-escura.

 

Popularmente, a cavalinha (Equisetum arvense L.) é conhecida em algumas regiões como rabo-de-cavalo, milho-de-cobra, erva-carnuda, rabo-de-rato, cauda-de-raposa ou cauda-de-cavalo. Os nomes populares podem ser explicados pela própria descrição botânica da planta: trata-se de uma planta perene, cujos caules desfolhados lembram aspargos e, quando morrem, dão origem a caules ocos, ásperos e fortes, onde crescem folhas duras semelhantes ao junco e à cauda de um cavalo. O nome latino desta planta é derivado de "equi" = cavalo e "setum" = cauda.

 

A cavalinha é um dos seres vivos mais antigos do planeta - ela é mais antiga ainda que as baratas, que surgiram na Terra há 300 milhões de anos. Esta planta data do período Paleozóico, quando existiam bosques inteiros de cavalinhas gigantes, medindo até 10 metros de altura por 2 metros de diâmetro. Algumas referências destacam que estas plantas surgiram antes da separação dos continentes e do aparecimento do homem, sendo que já foram encontrados fósseis de diversas espécies, algumas com 30 m de altura. Das diversas Equitáceas apenas as plantas do gênero Equisetum sobreviveram, sofrendo uma evolução muito pequena. Hoje, é possível encontrá-las em quase todas as regiões do mundo - exceto na Nova Zelândia e Austrália -, só que com dimensões bem menores.

 

Além da idade espantosa, a cavalinha apresenta outras características bem curiosas. Por ser muito rica em sílica, a planta sempre foi muito usada para polir metais, substituindo inclusive a atual "palha de aço" na limpeza de panelas e caçarolas. A cavalinha apresenta ainda bons teores de cálcio, ferro, magnésio, tanino e sódio. Na Antiga Roma, o uso de infusões preparadas a partir da cavalinha era bem difundido, especialmente para tratar problemas respiratórios, infecções urinárias e da próstata.

 

Sua fama medicinal atravessou os tempos e, atualmente, são atribuídas à cavalinha propriedades capazes de amenizar dores de cabeça, combater hemorragias e fortalecer as paredes das veias, evitando a formação de depósitos de gordura. Por seu poder remineralizante, o chá de cavalinha tem sido divulgado como um poderoso aliado das mulheres que estão ultrapassando a faixa dos 40 anos, pois ajuda a repor os minerais perdidos, afastando o perigo da osteoporose. Entretanto recomenda-se muita cautela com a ingestão de chás e infusões preparadas com esta planta porque, em excesso, há risco de intoxicação e irritação intestinal.

 

Dois tipos de caule

 

 

Trata-se de uma planta muito interessante do ponto de vista botânico. Pertencente à família das Equisetáceas, a cavalinha possui raízes, mas não tem flores e, conseqüentemente, nem sementes. Sua reprodução é garantida pelos esporos contidos nos "esporângios" situados na base de pequenos escudos que se agrupam numa espécie de espiga terminal. Os próprios esporos são dotados de um extraordinário sistema de propagação, pois o invólucro rasga-se em quatro faixas elásticas que, ao se deformarem por efeito do calor, provocam a dispersão dos esporos. Outra curiosidade a respeito desta planta é que ela apresenta dois tipos de caule - os férteis, avermelhados e curtos, sem clorofila, que surgem normalmente no início da primavera e apresentam na extremidade a espiga produtora de esporos (estóbilo); e outros estéreis, que nascem depois que os caules férteis murcham. O caule estéril é verde, longo, canelado, cheio de nós e muita ramificação. É a parte da planta que apresenta as propriedades medicinais.

 

Originária da Europa, a cavalinha é de fácil cultivo, entretanto é preciso escolher bem o local para o plantio, pois ela se alastra com facilidade. A reprodução é feita por esporos, como as samambaias. Já para obter uma muda, é só retirar cuidadosamente os rebentos que nascem ao redor da planta-mãe ou, então, fazer divisão de gomos, a exemplo do que é feito com o bambu: pega-se uma haste da planta, corta-se em vários pedaços; depois é só plantá-los colocando-os horizontalmente no solo. A planta tem preferência por solos arenosos e argilosos, cresce bem em locais sombreados e não exige muita adubação. Segundo informações da Universidade de Lavras, a cavalinha é uma planta que gosta de água em quantidade, seus rizomas desenvolvem-se melhor em solos úmidos. A umidade é necessária para o processo reprodutivo sexual da planta. Na natureza, a planta ocorre geralmente ao longo de riachos e nas margens de lagos. A melhor época para o corte ou colheita da cavalinha é o verão.

 

De bem com a beleza, de mal com as cobras

 

Como inúmeras outras ervas a cavalinha também era usada para "finalidades mágicas". Em tempos remotos, acreditava-se que a planta estava ligada ao planeta Saturno. Com seus caules ocos, os antigos pastores fabricavam flautas que eram usadas para espantar serpentes, daí o nome popular "milho-de-cobra". Além disso, sempre foi muito forte a ligação entre a planta e a fertilidade feminina: quando uma mulher queria engravidar, era costume colocar um vaso de cavalinha dentro do quarto.

 

Dados famacológicos identificam na cavalinha glicosídeos flavônicos, saponinas, ácido gálico, potássio e sílica como os principais responsáveis pela ação diurética e remineralizante, que permitem a eliminação de substâncias tóxicas. A planta ainda funciona como um diurético suave com ação reguladora e adstringente do trato genito-urinário, também usada em casos de incontinência noturna de crianças. Os taninos são responsáveis pela ação adstringente.O silício apresenta propriedades remineralizantes, participa da calcificação dos ossos, age sobre as fibras elásticas das artérias, diminuindo o risco de ateromatose, principalmente em pessoas com colesterol elevado, regularizando o tônus, elasticidade e resistência dos vasos sangüíneos. Como antiinflamatória ela atua em casos de inchaço e inflamação da próstata.

 

Estimula o metabolismo cutâneo, acelera a cicatrização e aumenta a elasticidade de peles secas e senis, atuando como hidratante profundo. Também age como abrasivo, em razão do seu alto teor de silício. ajuda a recuperar a pele e ferimentos. Por suas propriedades adstringentes e detergentes (saponinas) pode atuar como coadjuvante no tratamento externo da acne

 

Nos tratamentos de beleza, a cavalinha é muito conhecida: ajuda a evitar varizes e estrias, limpa a pele, fortalece as unhas e dá brilho aos cabelos. Quem quiser experimentar, é só testar algumas receitas:

 

Óleo para prevenir estrias: Coloque um ramo ou caule de cavalinha (já seca) em um vidro pequeno de óleo de amêndoas. Deixe descansar por 30 dias e passe na pele, sempre após o banho.

 

Infusão para limpeza de pele: Coloque um punhado da planta (fresca ou seca) em uma vasilha e despeje água fervendo. Abafe e deixe descansar por 10 minutos. Depois de fria, use a infusão com um chumaço de algodão, para limpar a pele.

 

Para dar brilho aos cabelos e fortalecer as unhas: Faça um chá com caules e folhas de cavalinha, deixe esfriar e use no enxágüe final dos cabelos. Para fortalecer as unhas, faça um chá mais concentrado, deixe amornar e mantenha as unhas imersas por uns 15 minutos, mais ou menos.

 

*Rose Aielo Blanco é jornalista e editora do site www.jardimdeflores.com.br

 

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