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Plantas
Antioxidantes:
Por: Luiz Carlos Leme Franco* Há
mais de três milhões de anos um acaso evolutivo do seu metabolismo
fez as algas verdes/azuis começarem a liberar oxigênio, que
subira da superfície das águas e se acumulou na mais alta
atmosfera em forma de 03. Hoje, a sua taxa na atmosfera é estável, em torno de 21 %, e se o índice fosse maior que 25% haveria no planeta enormes incêndios, porque ele é altamente inflamável. Se, por outro lado, baixar de 15% o fluxo deste gás na cadeia energética das atuais mitocôndrias não se daria de modo satisfatório. Para manter este "quantum" nesta faixa, as plantas contribuem ainda com a sua fotossíntese e os demais organismos se adaptaram para destruir o excesso de oxigênio que a própria cadeia produz como radicais livres. Altamente reativos, eles destroem outros elementos com o objetivo de adquirir elétrons para se neutralizarem (embora a grande maioria destas reações ocorram com o oxigênio, não é exclusivo dele), reduzindo-se então, e oxidando os elementos que são forçados a ceder os elétrons faltantes. Daí serem oxidantes. Os elementos oxidados necessitam, por sua vez, de elétrons e a cadeia caminha desordenando células, tecidos, órgãos, sistemas que são obrigados a, mesmo sem poderem, ceder seus elétrons. Assim, os
seres que sobrevivem às custas deste mecanismo perigoso, se não
controlado, adaptaram-se e contam com mecanismos antioxidantes para coibir
isto, antes que este oxigênio, em suas formas reativas destrua o
próprio organismo. Trabalhando com as vitaminas e minerais citados como exemplo, temos o seguinte: VITAMINA
A - um grupo de compostos lipossolúveis e, portanto, acumuláveis
nos corpos, pode ser disponível ao organismo sob a forma de retinóides,
provenientes de alimentos de origem animal e de carotenóides, de
origem vegetal, que na verdade é um precursor da vitamina A, só
se transformando nela conforme a necessidade orgânica. Por esta
propriedade os carotenóides não são tóxicos,
como a vitamina já formada, retinóides de origem animal
e que são cumuláveis. É essencial para a função
sensível da retina, para o crescimento e para a manutenção
dos epitélios. Também aumenta o poder do sistema imunológico
e é grande antioxidante por absorver a energia da espécie
ativa do oxigênio chamada singlet, talvez a mais ávida
por elétrons. Ajuda a recompor a vitamina C desgastada em alguns
processos metabólicos, é também grande antioxidante.
O abacateiro, o alho (Allium sativum L), o sabugueiro (Sambucus nigra L), a malva (M. sylvestris L), a pfáfia (Pfaffia sp), as urtigas, o dente-de-leão (Taraxacum off. Weber), a videira (Vitis vinifera), o albicoco (Prunus armeniaca L)) e as algas Macrocystis pyrifera têm vitamina A. VITAMINA
C - Também conhecida como ácido ascórbico é
indispensável à manutenção das cartilagens,
dentes, veias, artérias e capilares. Atua beneficamente nas glândulas
e na pele, pigmentando-a; auxilia o fígado na formação
do glicogênio, colabora na absorção dos hidratos de
carbono, e trabalha o sistema respiratório, principalmente aí,
e como antiinflamatória atuando como grande antioxidante.
VITAMINA E - também conhecida como (alfa)tocoferol tem como principal ação regularizar a reprodução, combatendo esterilidades e evitando abortos, além de normalizar gestações. Exerce, junto com a vitamina A, importante ação antioxidante ao inibir a peroxidação lipídica. Age na cicatrização e se peroxida quando é antioxidante. Atua bem nos processos inflamatórios. Regenera-se em presença de vitaminas C, B2 e A. Entre muitas outras ações retarda o envelhecimento por nos proteger da poluição do ar. Onde encontrar:
GERMÂNIO - Abundante na natureza, parece nos ser útil apenas pela sugestão de estudos há pouco realizados (de Kazuhito Asai e outros mais recentes) que indicam o seu componente orgânico Ge-132, como estimulante da imunidade e da destruição de radicais livres do oxigênio. Russos o estudam como antitumorais. Plantas medicinais que o fornecem:
SELÊNIO - As substituições de células envelhecidas por novas, processo que ocorre com freqüência em nosso organismo, depende de Ácido Desoxirribonucleico e Ribonucleico e podem ser retardadas por oxidações em excesso. O selênio, antioxidante que reduz a oxidação de pontes sulfídricas das proteínas e na desnaturação do colágeno, trabalha aí. É tido como notável protetor do coração. Há evidências de bom uso na Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – Aids - (o Selênio é um elemento chave no sistema imunológico). Onde encontrar: ]
Além das plantas antioxidantes citadas por possuir as vitaminas e minerais acima, há muitas que agem como tal por possuir enzimas, flavonóides ou outras substâncias não interessantes ao nosso trabalho de agora. De exemplo citamos o arroz integral que tem radical anti hidroxila e antiradical superóxido; o boldo e o açafrão que bloqueiam a peroxidação lipídica. Para saber mais: Luiz Carlos Leme Franco (lemefranco@netpar.com.br) é médico fitoterapeuta e professor de fitoterapia.
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