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UFRJ estuda uso medicinal de plantas

 

 

 


Reportagem publicada no jornal O Estado de S.Paulo, em 13/08/01, aborda pesquisa realizada por professores e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) com diferentes espécies de plantas brasileiras. Nos testes laboratoriais, várias espécies demonstram ações analgésicas, antiinflamatórias e antioxidantes.

 

Patrícia Dias Fernandes, formada em Ciências Biológicas, com doutorado na área de Farmacologia, iniciou em 1996 as experiências com plantas. "Sempre desejamos provar cientificamente o que a população já faz empiricamente. A vantagem é que, quando comprovamos em laboratório a ação das plantas, estamos indicando o seu uso adequado", diz. A pesquisadora lembra que, por falta de conhecimento, as pessoas fazem uso errado de ervas, o que pode criar problemas para o organismo. "Muitas espécies de plantas possuem toxicidade alta", alerta.

 

Segundo Patrícia, engana-se quem pensa que espécies diferentes de uma mesma família têm aplicação igual. A erva-cidreira é um exemplo. "Todo mundo indica a erva-cidreira como calmante e sedativo. Mas apenas uma espécie do gênero é que produz este efeito", diz a pesquisadora.

 

Durante estes anos de experiências, fatos surpreendentes surgiram. Patrícia aponta a forte ação analgésica de uma espécie da família da Vitex. "Um dos extratos demonstrou efeito comparável com o da morfina", diz. Depois de comprovar os efeitos nas primeiras baterias de testes, a equipe vai iniciar uma segunda etapa, que deve terminar em fevereiro de 2002. Para isto, estão sendo sintetizados os princípios ativos dos extratos naturais de uma espécie da Vitex – cujo nome a pesquisadora não revela – para serem injetados em ratos.

 

As plantas Lantana, Bouchea e Rollinia também fazem parte da lista da equipe. O teor analgésico da Bouchea, conhecida popularmente como gervão, já foi comprovado e o material enviado para publicação em revista especializada. O efeito sedativo da família da Lantana (cujo nome popular é cambará), também está sendo posto à prova. Há ainda fatos curiosos envolvendo outras plantas, como a descoberta da atividade da Rollinia, para reduzir o crescimento de células cancerosas.

 

Muito encontrado no Norte do país, o açaí também está sendo investigado pelos especialistas da UFRJ e também mostrou outras qualidades além das conhecidas, principalmente na alimentação. "Embora o açaí não tenha apresentado funções antiinflamatórias e sedativas, ele se revelou um bom antioxidante", informou.

 

(Fonte: "O Estado de S. Paulo"- 13/08/2001)

 

 

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