|

Malva
está à venda na www.lojadojardim.com

Malva
Por: Rose Aielo Blanco
Cultivada
como planta ornamental pela beleza das suas flores, a malva (Malva
sylvestris L.) é uma planta pertencente à família
das Malváceas, originária da Europa, que pode atingir até
cerca de 1 metro de altura. Popularmente, recebe vários nomes,
como malva-de-botica, malva-maior ou malva-selvagem. É uma planta
usada em fitoterapia e apreciada como hortaliça desde o século
VIII a.C. Suas folhas são mais usadas na medicina popular, entretanto,
as flores da malva constam das farmacopéias da Itália, França,
Alemanha e da Suíça. Além disso, em muitos países
da Europa, as flores secas são muito mais consumidas do que as
folhas.
Ainda como medicinal, a malva também é aplicada na veterinária,
nos casos de prisão de ventre de animais domésticos, principalmente
em cães.
A planta contém mucilagens, antocianina, tanino e um óleo
essencial volátil com propriedades calmantes, emolientes e laxativas.
O uso da malva é indicado nas inflamações da boca
(aftas e gengivites) e garganta, principalmente na forma de gargarejos.
O chá é usado em casos de prisão de ventre, úlceras
e gastrite. Na forma de emplastro, a malva é recomendada para tratar
abcessos e as compressas feitas com as folhas são consideradas
ótimas para aliviar queimaduras de sol.
Cultivo
As folhas da planta são bem verdes, com longos pecíolos,
serreadas nas bordas e com pêlos ásperos, embora moles e
macios ao tato. Já as flores são bem características:
quando totalmente abertas, apresentam cinco pétalas afastadas,
estreitas na base, largas e chanfradas na parte superior, a coloração
é rósea e o florescimento se dá nos meses mais quentes
do ano e, dependendo da região, pode ocorrer do final da primavera
até meados do outono.
Esta planta vegeta espontaneamente nos continentes europeu, africano e
americano. No Brasil, desenvolve-se bem em locais de clima mais ameno,
como a região Sul. A Malva sylvestris L. não deve
ser confundida com outras plantas existentes no Brasil ou no exterior
e conhecidas pelo mesmo nome popular de "malva", pertencentes
a outras espécies ou gêneros como Pavonia, Sida, Althaea,
Abutilon, Eremanthus, etc. Dos 40 gêneros da família das
malváceas existentes no mundo, 20 deles são encontrados
na flora indígena brasileira, ou são cultivados, como o
algodoeiro, o quiabo, a altéia, etc. Do gênero "malva",
existem umas 30 espécies e é preciso muito cuidado com as
confusões, pois as finalidades medicinais de algumas malvas são
diferentes.
A malva propaga-se por meio de sementes, divisão de touceiras ou
estaquia. Embora seja nativa de climas temperados, a malva tolera climas
mais quentes. Seu cultivo exige luz solar direta pelo menos 4 horas por
dia e recomenda-se proteger a planta contra geadas e frio intenso. Em
regiões onde o inverno é muito rigoroso, a malva comporta-se
como planta anual.
- Solo
ideal:
rico em matéria orgânica
- Regas:
freqüente durante a fase de formação dos botões
florais e espaçadas nos outros períodos;
- Cuidados
gerais:
controlar a invasão de ervas daninhas e evitar a umidade excessiva,
que pode provocar a proliferação de fungos;
- Colheita:
as folhas da malva devem ser colhidas durante o período de floração
e as flores, antes da abertura dos botões florais.
Curiosidades:
Na Itália renascentista, a malva era considerada um remédio
para todos os males. Suas flores entravam no preparo de um chá
usado nos conventos como anafrodisíaco, ou seja, como "amansador"
do desejo sexual. Na Antigüidade, acreditava-se que uma poção
à base de sumo de malva evitava as indisposições
durante todo o dia. Já os pitagóricos consideravam-na uma
planta sagrada, que libertava o espírito da escravidão das
paixões. Carlos Magno apreciava a malva como planta ornamental,
em seus jardins imperiais.
Rose Aielo Blanco é jornalista especializada na área
de jardinagem, paisagismo e ecologia, além de editora do Jardim
de Flores.
Onde
encontrar: Malva
está à venda na www.lojadojardim.com

|